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Casa Transitória participa de curso de gestão para organizações não governamentais da USP
Fonte: Jornal "O Fabianinho" ED. 69
Informativo da Casa Transitória Fabiano de Cristo da Federação Espírita do Estado de São Paulo - Set / Out - 2003

A biomédica Rita de Cássia Ferraz do Amaral Braghetti sente-se especialmente feliz ao ministrar o seu sétimo curso de Gestão para Organizações da Sociedade Civil (GESC) da Universidade de São Paulo (USP), que teve início no final de agosto. Entre os seus 20 alunos, estão dois representantes da Casa Transitória Fabiano de Cristo. "Sou Kardecista, fiz escola mediúnica na Federação espírita do Estado de São Paulo(FEESP), tenho um carinho todo especial pela Casa", diz Rita que, como membro da Associação de Alunos e Ex-alunos de MBA da USP, é coordenadora voluntária no GESC.

"É uma forma de resgatar um pouquinho aquilo que recebo na Federação", afirma. O objetivo do curso é fazer com que as organizações do Terceiro Setor - que trabalham sem fins lucrativos, em benefício do próximo ou do meio ambiente tenham uma visão estratégica da própria atuação. Por visão estratégica entenda-se o planejamento das atividades da entidade para médio e longo prazos. Hoje, atendendo cerca de 3 mil pessoas por ano, a Casa Transitória não pode falhar: é preciso estar preparada para a demanda atual e também para a fatura, sem se desviar da missão de "Amparar a criança, reajustando-lhe a família", base da sua criação, há 43 anos. Segundo Rita, que é diretora do Instituto Fleury - vinculado ao laboratório de mesmo nome -, o curso ajuda a organização a delinear o seu futuro, dentro da missão que escolheu. "A entidade é preparada para pensar como uma empresa, do ponto de vista administrativo", conta. Para isso, são ministrados aulas de planejamento estratégico, projeto, finanças, captação de recursos, marco legal, informática e recursos humanos, além de colocar consultores para acompanhar os participantes no desenvolvimento dos trabalhos. O programa tem duração de três meses, somando um total de 140 horas. "Hoje é essencial apresentar uma gestão eficiente para transmitir credibilidade às empresas privadas, interessadas em apoiar a causa", diz Rita. O coordenador de administração e finanças da Casa, Evanildo Teixeira, concorda.

"A competência para gerir uma instituição filantrópica tem que ser profissionalizada, amadorismo não será mais aceito pela sociedade", diz ele, que cursa o GESC junto com o coordenador de geração de recursos, Léo Strumillo. "O curso nos prepara para gerir obras sociais e elaborar projetos para captação de recursos com as técnicas e as ferramentas mais modernas de administração para o Terceiro Setor", afirma. Participam do GESC dois dirigentes de cada organização, que têm a tarefa de replicar os ensinamentos dentro da sua própria instituição.

De acordo com Evanildo, para angariar recursos, os projetos devem ser feitos dentro de critérios técnicos, uma vez que os parceiros desejam acompanhar e avaliar a aplicação da doação. "Boa vontade e amor ao trabalho são muito importantes, mas não são tudo", diz. "É preciso preparar voluntários e trabalhadores assalariados para uma nova realidade que começa a ser vivida dentro do terceiro Setor". Para Evanildo, a Casa está sendo beneficiada por ter representantes em um curso desse nível. "Todos os professores e consultores que atendem as entidades no GESC são executivos pós-graduados pela USP", lembra. Entre as patrocinadoras do GESC, está a Motorola, fabricante multinacional de aparelhos de telefonia móvel, que também apóia a Casa Transitória. A empresa foi a maior incentivadora para que representantes da Casa participassem do curso da USP.

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